By Equipe de Redação On quarta-feira, setembro 02 nd, 2015 · no Comments · In

Que tipos de mudanças sua empresa espera enfrentar durante os próximos anos? Se você não consegue responder essa pergunta facilmente, não se preocupe. Muitos empresários  reconhecem que vivemos em um ambiente de negócios de descontinuidade e imprevisibilidade, onde as coisas acontecem na mesma velocidade das tecnologias digitais.

Assim, o grande desafio enfrentado pelos empresários e gestores é saber como administrar suas empresas através de um futuro imprevisível. É fato que boa parte das práticas atuais de gestão se desenvolveram em um ambiente que  difere muito da nossa época, ou seja, quando os negócios ainda eram realizados com base em bens tangíveis e com os ambientes econômico, social e político mais estáveis e previsíveis. Mas, os tempos mudaram. Precisamos de novas ferramentas para lidar com os novos tempos.

Dessa forma, o que sua empresa precisa saber para conseguir navegar com sucesso nesse mar de imprevisibilidade? De acordo com o Instituto Internacional de Negócios Avançados da IBM, há três estratégias bem abrangentes para se lidar com o atual ambiente de incertezas. São elas:

  • Mudar o foco dos negócios, de produtos para processos e competências;
  • Dar mais autonomia para as pessoas que estão na linha de frente;
  • Colocar total atenção nas necessidades dos clientes.

Sem dúvida, essas três estratégias são essenciais para garantir mais flexibilidade e  aumentar a agilidade das empresas ao responder às necessidades dos clientes.

Mas, o que pode ser feito na prática? Uma abordagem de gestão que tem despertado o interesse das empresas é a gestão adaptativa, muito útil devido sua capacidade de operar bem em um ambiente de incertezas.

Conheça um pouco mais dos princípios da gestão adaptativa.

Os 6 princípios da gestão adaptativa

Podemos afirmar que a gestão adaptativa visa primariamente prover à empresa  um contexto claro e consistente para que possa operar seu negócio com resiliência, frente aos tempos turbulentos. Mas, como isso acontece? O que está envolvido em prover um contexto claro?

Apresentamos a seguir os princípios da gestão adaptativa que ajudarão você a entender se sua empresa está preparada para lidar com esse novo ambiente de negócio.

1. Clareza de propósito

A empresa precisa ter um propósito claro, isto é, uma razão para existir. Se o propósito for claro — como cristal — para as equipes, elas terão mais autonomia e liberdade para inovar os produtos e serviços, desde que sejam aderentes ao propósito da empresa.

2. Princípios de governança

Ao invés de ter um número excessivo de controles, a gestão adaptativa defende um conjunto simples de princípios de governança. Esse conjunto de princípios estabelece, para as equipes, um perímetro de atuação que, somado ao propósito claro, forma a base da governança para uma gestão adaptativa.

3. Mover-se de fora para dentro

Na gestão adaptativa o foco é o do cliente. Ele é quem determina, em última instância, a agenda de prioridades e fornece a noção de valor a ser repassada aos produtos e serviços da empresa.

Ter a visão do cliente consiste em conhecer a empresa “por fora”, isto é, do ponto de vista de quem usa os serviços e consome os produtos da empresa. Para que? Para capturar as lacunas entre o valor percebido e o valor efetivamente oferecido por aquele produto ou serviço.

4. Desenvolver o “ouvido absoluto”

No contexto da música, ter um ouvido absoluto é ter a capacidade de identificar qualquer tom acusticamente apresentado, mesmo em meio a outros ruídos. 

Comparando-se as ideias,  na gestão adaptativa, a empresa deve ser capaz de “ouvir os tons” do cliente, na medida em que ele se relaciona com a empresa, através de diversos canais de comunicação. 

Ouvir o cliente implica observar todas as fontes de informação — incluindo as mídias sociais, — para capturar padrões, tendências, comportamentos e, assim,  se antecipar às necessidades dele. 

5. Dar primazia ao design sobre o planejamento

Visto que o futuro é altamente incerto e imprevisível, o olhos da gestão adaptativa se voltam para o design da organização. Isso significa que a empresa não se limita a determinar o que ela deve fazer ao longo do tempo, mas também definir o que ela deve ser ao longo do tempo.

Assim, ao invés de tentar planejar cada detalhe do futuro em planos muito elaborados, a empresa deve adaptar continuamente seus processos internos para se manter sempre apta a sobreviver ao futuro que se apresenta. Esse esforço resulta em estruturas leves, não-hierárquicas, organizadas “em rede”, com unidades autônomas  conectadas entre si.

6. O poder está nas pontas

Visto que as equipes e os indivíduos da linha de frente estão mais próximos da realidade do cliente, eles conseguem “ouvir melhor” os seus sinais.  Por isso, estão mais aptos a tomar boas decisões quanto a atender as necessidades do cliente.

Na gestão adaptativa, a ênfase é dar mais autonomia às equipes e aos indivíduos da linha de frente, ao passo que as equipes do centro fornecem todo o suporte intelectual, tecnológico, estratégico e informações para que a linha de frente tome decisões bem sucedidas.

Para aumentar a eficiência das equipes será necessário treiná-las bem,  tanto para aprender a escutar o cliente como para desenvolver a disciplina de ater-se ao propósito da empresa, na medida em que  elaborem estratégias e tomem decisões que satisfaçam o cliente.

Apresentamos uma visão de pássaro sobre a gestão adaptativa. O que achou? Acredita que sua empresa poderia ser mais adaptativa? Se quiser saber mais sobre isso, entre em contato a gente, ok?

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